Governador afastado pediu para seguir na residência oficial

Um governador afastado não tem o direito de permanecer na residência oficial do Estado. Esse é o entendimento do desembargador Cláudio de Mello Tavares, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), ao negar nesta sexta-feira, 13, pedido feito pela defesa de Wilson Witzel (PSC).

Afastado do Poder Executivo fluminense desde o fim de agosto por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Witzel foi despejado do Palácio Laranjeiras na última semana, após decisão do tribunal misto responsável pela análise de um dos processos de impeachment contra ele na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Ao alegar falta de segurança, ele recorreu ao Judiciário para seguir no local — mesmo com suas atividades políticas suspensas.

Na decisão contrária ao pedido de Witzel, Tavares observa o fato de o governador afastado contar com todo um aparato de segurança, mesmo vivendo fora das dependências da residência oficial. Segundo o portal R7, o desembargador ainda ressaltou que Witzel deixou o Palácio Laranjeiras antes mesmo de se esgotar o prazo para ele se mudar.

Diante da situação, Witzel divulgou nota, onde afirma não ter apego ao Palácio das Laranjeiras. “Nunca me importei com palácios”, comenta. “Minha luta, que esbarrou em interesses poderosos, foi para melhorar a vida das pessoas, começando pela melhoria da segurança pública”, prossegue o político. Ele se diz vítima de ameaças.

Witzel X Poder Judiciário

Wilson Witzel não tem tido êxito junto ao Poder Judiciário. Desde que foi afastado do cargo de governador do Rio de Janeiro, os advogados dele já acionaram os mais diversos órgãos (incluindo o Supremo Tribunal Federal) na tentativa de barrar o processo de impeachment, voltar à função pública e, agora, permanecer no Palácio Laranjeiras. Até o momento, não teve êxito em nenhuma ação.

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Fonte: Revista Oeste